| :: BIOGRAFIA :: | |||||
| ORESTES QUÉRCIA Do menino do interior paulista a líder político de projeção nacional e empresário de sucesso, a trajetória de Orestes Quércia é um exemplo de luta, persistência, lealdade e preocupação com seus semelhantes. Logo em seu primeiro mandato de vereador, aos 25 anos de idade, dedicou-se intensamente ao papel de legislador: elaborou nada menos que 250 requerimentos e projetos-de-lei. Deputado Estadual e, mais tarde, senador da República, foi um dos parlamentares mais atuantes e combativos do País, ousando protestar contra as arbitrariedades do regime militar, exigindo o fim do AI 5, a anistia, a Constituinte, as eleições diretas. No Executivo, como prefeito de Campinas, como vice-governador e depois como governador de São Paulo, demonstrou grande competência administrativa, recebendo sempre os mais altos índices de aprovação popular. As estatísticas econômicas e sociais do período e o conjunto de projetos e obras que realizou (Veja Realizações), beneficiando milhões de pessoas, são as provas da credibilidade do grande estadista, que vem, novamente, disputar as eleições para o Governo de São Paulo. Cronologia eleitoral 1963: eleito Vereador, em Campinas, pelo Partido Libertador (PL). 1966: eleito Deputado Estadual, pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB). 1967: torna-se vice-líder do MDB e presidente da Comissão da Agricultura, na Assembléia Legislativa. 1968: eleito Prefeito de Campinas, pelo MDB. 1974: eleito Senador da República, com 70% dos votos, pelo MDB. 1982: eleito vice-governador do Estado de São Paulo, com Franco Montoro, pelo PMDB. 1983: toma posse como presidente da Associação Paulista dos Municípios (APM). 1986: em 15 de novembro, é eleito Governador do Estado de São Paulo, pelo PMDB, com 5.578.795 votos. 1991: eleito Presidente Nacional do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), em convenção nacional. 1994: candidato à Presidência da República. 1998: candidato a governador do Estado de São Paulo. 2001:eleito Presidente Estadual do PMDB/SP. 2002: candidato a Senador. 2003: reeleito Presidente Estadual do PMDB. |
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| ORESTES QUÉRCIA – Uma vida dedicada
a São Paulo e ao Brasil 1938 Nasce a 18 de agosto, em Igaçaba, distrito de Pedregulho, interior de São Paulo, segundo filho de Octávio e Isaura Quércia. Estuda até o terceiro ano primário no grupo escolar de Igaçaba. Nesse vilarejo, aos 7 anos de idade, já começa a trabalhar, ajudando o pai em sua máquina de beneficiamento de arroz. Em 1948, aos 10 anos, a família muda-se para Pedregulho, onde Quércia trabalha em uma selaria de seu pai, na qual fazem estribos e arreios. Antes dos 10 anos, é atendente no balcão do pequeno armazém montado por seu pai. Em companhia de um amigo, também vende doces na estação de trem, além de frutas e legumes pelas ruas da cidade. Mais tarde, passa a comprar bicicletas velhas e quebradas, para consertar e revender. É seu primeiro negócio próprio. Na adolescência, sonhava ser médico, mas o pai não pôde manda-lo para cursar o científico em Franca. Inicia o curso Normal em Pedregulho. 1955 Aos 17 anos, em razão de problemas de saúde de sua mãe, muda-se com a família para Campinas. Quércia torna-se o vice-presidente do grêmio da Escola Normal. Nesse período, a família enfrenta uma fase financeira muito difícil, por causa da gravidade da doença de D. Isaura, que sofria de do coração. O que os ajuda são as vendas de terrenos que Quércia começa a fazer, com grande sucesso. Além dessa atividade, ele tem mais três empregos: escriturário do Departamento de Estradas de Rodagem, o DER, onde entrou por concurso, locutor das rádios Brasil e Cultura, e repórter do jornal Diário do Povo. Em 1957, investe os resultados da atividade de corretor, em sociedade com seu irmão Vicente, fundando a Irmãos Quércia, para a exploração de dois armazéns, ambos em Campinas. Quércia continua com o negócio de venda de terrenos. 1958 Ingressa na Faculdade de Direito, da PUC, em Campinas, onde se torna orador da turma e diretor do jornal do Centro Acadêmico XVI de Abril. Funda, com colegas, a Universidade de Cultura Popular, ligada à PUCCamp. Dona Isaura falece em 1960. 1963 Aos 25 anos, é eleito vereador em Campinas, pelo Partido Libertador (PL). Como vereador, apresentou mais de 250 requerimentos e projetos-de-lei e presidiu a Comissão de Justiça da Câmara Municipal. Exerce esse mandato por três anos, quando então se candidata a deputado estadual. Nesse mesmo ano, forma-se advogado e mantém as atividades de corretor de imóveis. Funda ainda a Ind. e Com. de Produtos Alimentícios Fubatel Ltda., especializada na produção de fubá e venda de especiarias, em Campinas. 1964 Vem o golpe militar, que depõe o presidente da República, João Goulart. Começam as cassações, A UNE é extinta pelo governo. Quércia mobiliza trabalhadores e jovens na resistência democrática ao governo Castelo Branco. Em1965, o regime militar edita o AI-2, que extingue os partidos políticos. Quércia passa a organizar a oposição e também atua nos sindicatos. Nesse ano, adquire a Bonsucesso Administrações Sociais Ltda., empresa de comercialização de consórcios automotivos que, entrega cerca de 3 mil veículos aos consorciados. 1966 Ajuda a fundar o MDB e organiza diretórios na região de Campinas. É eleito deputado estadual (14.800 votos, um dos mais votados, numa dobradinha com Ulysses Guimarães). Na Assembléia, tem atuação marcante em defesa da anistia, exigindo a liberdade sindical e o fim dos decretos-lei. Neste ano, participa da criação da Empresa de Compotas de Manga Haden Ltda., pioneira do Brasil na comercialização desse produto, em associação com o ITAL - Instituto de Tecnologia de Alimentos. 1967 Torna-se vice-líder do MDB e presidente da Comissão de Agricultura, na Assembléia Legislativa. Cria sua primeira empresa imobiliária, a Selenita Ltda Administrações e Incorporações. 1968 É candidato, pelo MDB, a prefeito de Campinas. Na época, os prefeitos das capitais eram nomeados, o que fazia de Campinas a maior cidade do país com prefeito eleito. Quércia vence com 43.500 votos. Os outros candidatos juntos somam 43 mil. A eleição de 68 foi uma vitória nacional do governo autoritário contra o MDB. Em São Paulo, a Arena elegeu 427 prefeitos, o MDB, apenas 63, mas a vitória em Campinas foi um marco da resistência democrática. Prefeito de Campinas, Quércia desenvolve um planejamento integral para a cidade, coordenado pela UNICAMP, implantando a cidade industrial, serviço de água, saneamento, pronto-socorro, praças de esporte com piscinas nos bairros periféricos, cerca de 10 mil casas populares, erradicando as favelas, entre muitas outras ações (Veja Realizações). Seus índices de aprovação do governo foram ótimos e ele elegeu seu sucessor. Ao mesmo tempo, Quércia se dedica à organização do MDB, partido ainda pequeno, e defende a resistência política para construir uma oposição democrática nacional. Nesse ano, com os resultados e mais tarde a venda da Bonsucesso, adquire, em Pedregulho, sua cidade natal, a Fazenda N. S. Aparecida, atualmente com cerca de 1.300 alqueires de terras, distribuídos entre o cultivo de café especiais, a criação de gado nelore. O café é atualmente uma das principais atividades empresariais de Orestes Quércia. Em 1971, abre a Imobiliária, Administradora e Incorporadora Alto da Nova Campinas Ltda., em sociedade, entre outros, com Braz Soares Filho. A empresa foi responsável por dezenas de loteamentos na região de Campinas. 1973 Neste período, já finalizado seu mandato de prefeito, dedica-se, quase exclusivamente, ao projeto de organizar o MDB no Estado. Seus negócios como empresário da construção civil, do setor imobiliário e como produtor rural passaram a ser administrados pelos sócios, pelo pai e pela irmã, Maria Alice. O ex-prefeito cumpre vasta agenda no interior, para fundar novos diretórios do MDB e fortalecer os já existentes. Ajudou a formar mais de 300 diretórios municipais (1973 e 1974). Ainda em 1973, abre a empresa imobiliária Braq Publicidade Ltda., depois Braq Imóveis, Vendas e Administração Ltda., dedicada a loteamentos e construções. 1974 É candidato do MDB ao Senado. O Presidente Ernesto Geisel assume em 15 de março e delega ao ex-ministro Paulo Egídio Martins e ao governador Laudo Natel a tarefa de comandar as eleições para garantir a vitória da Arena, que lança Carvalho Pinto ao Senado, um udenista da aristocracia paulista. A primeira pesquisa, de abril, mostra: Carvalho Pinto, 75%, Quércia, 7%. Quércia peregrina por todas as cidades e bairros, defendendo o fim do AI5 , voto direto para prefeito das capitais, governador e presidente, a volta da democracia, liberdade sindical, anistia e uma Assembléia Nacional Constituinte. O governo militar ameaça a sociedade organizada e passa a pressionar o candidato. Em muitas cidades, os líderes locais se recusam a recebê-lo. Às vezes, não há para quem discursar, até o comércio fecha as portas, com medo. Mas Quércia persiste. Em setembro, com a campanha gratuita na TV e rádio, dispara nas pesquisas. O governo passa a pressiona-lo com intimidações. Em novembro de 1974, Quércia é eleito senador com 4.630.182 votos, o mais votado do país. Carvalho Pinto recebeu 1,.6 milhão. 1975 O senador Orestes Quércia exerce um bravo mandato contra a ditadura. Exige apuração da morte do deputado Rubens Paiva (PTB-SP), preso pela Aeronáutica no Rio. Pede a revogação do AI 5, a volta do habeas-corpus, anistia, eleições diretas. E combate a política econômica do governo, que eleva de forma extraordinária a dívida externa. Foram dele os primeiros projetos propondo o seguro-desemprego, a convocação de uma Constituinte e eleições diretas em todos os níveis. E propõe uma CPI dos Direitos Humanos para cobrar da ditadura o desaparecimento dos presos políticos. Ousa também apresentar um projeto para acabar com a “Lei Falcão”, que proibia a liberdade de expressão dos candidatos na televisão, rádio e jornais. Essas atitudes causaram a permanente perseguição pelo regime militar e seus apoiadores. Em 1978, funda a Empresa Imobiliária Ored Consultoria de Imóveis e Empreendimentos S/C Ltda., também dedicada a loteamentos e construções, incorporada em 1985 pela Imobiliária Jardim Miriam Ltda., da qual passou a ser sócio. Neste mesmo ano, fundou a Solinvest Administração e Participações Ltda., que passou a ser a holding de todas as suas atividades empresariais. 1979 Em setembro, quando começa a se esboçar o processo de abertura do regime, apresenta proposta de emenda constitucional, ao Senado, convocando uma Assembléia Nacional Constituinte, a ser eleita em 15 de novembro de 1982, quando deveriam ser encerrados os mandatos dos senadores “biônicos” (escolhidos pelo governo federal). Sua proposta prevê ainda o restabelecimento da propaganda política gratuita por rádio e televisão e eleições diretas, por sufrágio universal e voto secreto, para governadores e vice-governadores. Em abril de 1980, durante greve dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP), integra a comitiva de parlamentares do PMDB que tenta evitar a repressão policial ao movimento. Em agosto do mesmo ano, a comissão mista especial do Congresso rejeitou sua emenda para convocação da Constituinte. Em 1981, adquire parte, e mais tarde, a totalidade, da empresa Jornalística e Editora Regional Ltda., que então editava o Diário do Povo. A empresa foi vendida 1997. 1982 É eleito vice-governador do Estado de São Paulo, com Franco Montoro, já pelo PMDB. Em1983, toma posse como presidente da Associação Paulista dos Municípios (APM), onde desenvolve intenso trabalho pelo fortalecimento dos municípios. Em dezembro, cria a Frente Municipalista Nacional pelas Diretas e Constituinte. A Frente Municipalista é um movimento suprapartidário e nacional, com desempenho marcante durante a votação da emenda que propunha eleições diretas. Passou a atuar com objetivos de defesa da autonomia municipal, da independência dos poderes locais e da participação da comunidade em decisões fundamentais do seu interesse, além de uma reforma tributária. Sob sua presidência e com coordenações em todos os Estados, a Frente também atuou decisivamente na Assembléia Nacional Constituinte e se mantém na liderança dos movimentos municipalistas nacionais. Em 1985, Quércia se casa com Alaíde Cristina Barbosa Ulson, com quem tem os filhos: Cristiane, Andréia, Rodrigo Octávio e Pedro Octávio. 1986 Quércia é candidato a governador de São Paulo pelo PMDB. Em setembro, as pesquisas mostram Antonio Ermírio (PTB) e Maluf (PDS) com 30%, Eduardo Suplicy, com 12%, Quércia com 10%. Em 15 de novembro de 1986, Quércia é eleito governador do Estado de São Paulo pelo PMDB, com 5.578.795 votos. Neste ano, adquire a Rádio Central AM, em Campinas. 1987 |
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